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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Falar demais... [Atualizado]

PRIMEEEEEEEEEEIRO POST DE MAIO! Vamo estalar a linguinha comentando de mais um acontecimento da vida real: FALAR DEMAIS! Quem nunca, né, minha gente querida?! Impressionante como a gente tem o dom de falar mais do que deve. Mas quando o falatório é compreensível? Será que raiva ou mágoa te dão carta branca pra falar o que bem entende? Eu falo mal de ex como se não houvesse amanhã. MAS eu só falo a minha verdade e não saio difamando as pessoas. Só não difamo porque eu não dou nome aos bois e acredito que isso seja um pouco de redenção pra minha língua afiada. E sinceramente, eu não reclamo por ter língua afiada e sei muito bem lidar com as consequências. Mas tem gente que não sabe lidar, né?!
Vamos aos acontecimentos: um casal de amigos terminou o namoro. E aí, o que aconteceu? Desandou o angu. Ela falou o que quis e - cá entre nós - não devia. Disse coisas totalmente fora dos parâmetros de raiva, desgosto ou decepção. Xingou, ofendeu. Aquele papo, né? Cuspiu no prato que comeu, pode até não ter se lambuzado ou lambido os dedos, mas ela comeu! Ou quase isso...
O 'x' da questão, meus amores, é que ela espalhou tudo aos quatro ventos. Falou em rodas, falou por inbox, falou com amigos em comum, com todo mundo. Enquanto ele mantinha o discurso do ''Deus me livre de voltar! Tô muito melhor solteiro. Voltei a ser eu mesmo.'' No fim, a fofocada deu mais que chuchu na serra.
Mas tá beleza! Cada um no seu canto, enquanto os amigos ouvem os choramingos. É justo. Toda mulher tem sua patota de amigas que fica sabendo de tudo. E todo homem tem aquelas pessoas em quem confia e acaba comentando. Mas o chato mesmo é ver uma pessoa falando mal sobre uma outra pessoa com quem dividiu intimidade, vida, tempo, alegrias, tristeza, momentos difíceis... essas coisas de relacionamento. Sabe?
A gente até tem um pouquinho (bem pouquinho) de raiva dos nossos exs. E todos sabemos que ex bom é ex longe, desaparecido e sem memória amigo. Né?!
E aí, depois de tudo, o que acontece? A terceira guerra mundial. Eles voltam e ficam jurando amor eterno. DAFUQ, BRASEEEEL?! Fiquei só um muito chocada. Na verdade eu e todo mundo que soube do término e ouviu as papagaiadas dos dois. E pra ser sincera, tinha gente torcendo pra eles não voltarem. Alguém disse: ''Cara, ela não era feliz com ele e ele não era feliz com ela. Não sei pra que voltaram.'' Mas agora que eles voltaram, que diabos os amigos fazem? Bem, 99% finge que não sabe das coisas que ouviu, finge que tá de boa com isso, mas pelas costas todo mundo diz a mesma coisa: ''Achei escrota a atitude deles.'' Ou seja, geral na encolha. Eu sou outra que não falei pra deles que achei feio tudo isso, mas é que eu prefiro evitar a fadiga mental. Se bem que eles não vieram me perguntar o que eu achei de eles terem voltado. Que seja, população mundial.
Mas nós chegamos ao fim da explanação e concluimos que não. Raiva não te dá a defesa perfeita pra tudo o que quiser. Mágoa não é desculpa pra falar mal de ninguém por aí. [Só se for aquele seu ex que você queria dopar e vender a medúla pra pagar um spa depois de todas as toneladas de chocolate que você comeu por culpa dele. Desse pode falar.]
E se alguém vier com essa de ''não podemos julgar''. VÉI, mas tô só dizendo como eu me sinto com relação a  tudo isso. Minha opinião, numa boa.
E vocês? O que acham?
Beijo, queijo e 2mil blocos.

Ray (:

P.S:


P.S.²: Não sou contra ninguém terminar e voltar, só acho que a galera perde a linha quando termina um namoro. O que pega mal pra próprias pessoas, né?! 


domingo, 1 de abril de 2012

''(Nem tão) Querido ex,

eu sei. Faz algum tempo que não falo com você e nem faço questão de olhar na sua cara, afinal, você foi um canalha-safado-filho-de-parideira de marca maior. Mas eu superei. É sério. Se eu te xingo é só pelo costume. Não me leve a mal, mas depois de tudo que eu passei, me dei o direito de te difamar. Como assim difamar? Bem, eu falei mal de você pra todas as minhas amigas, inclusive as fofoqueiras. Contei praquela gostosinha da sua faculdade que você não aguenta 5 minutos de supino na academia e que aquele 'volume' na cueca, bem, é fabricado pela Lupo.
Deixa eu lembrar... AH! E também fiz um perfil seu, cheio de amor pra dar, naquele site ''Não saia com ele''. Você conhece, né?! Mas esqueçamos os favores que eu te fiz e vamos ao que interessa realmente. Estou te escrevendo porque, além de eu ser uma pessoa evoluída, eu não posso te encontrar pra dizer estas verdades. É. Fiz umas aulas de Krav Magá e tenho testado toda vez que penso no nosso relacionamento. E meu novo namorado, o Ricardo, é um pouco ciumento. Sabe como é... Conheci ele no Krav Magá. É meu professor. E tudo nele é original, se você me entende.
Mas como você está? E a barriguinha sensual criada à base de chopp todas as terças com aqueles seus amigos lindos?! Se quiser me chamar, eu aceito. Afinal, eu sempre quis saber quem eram as pessoas que te marcavam naquelas fotos de eventos que eu nunca soube que iam rolar. É. Aqueles que você só lembrava de me contar três dias depois! ISSO! Esses mesmo! Eu adorava ver aquelas fotos com mulheres com saias que pareciam cintos e sutiãs que poderiam explodir a qualquer segundo. Era emocionante.
Como está sua mãe? Aquela cobra peçonhenta que falou que eu dei uma engordadinha depois que a gente começou a namorar... Então, avisa pra ela que eu tô vestindo dois números a menos e tô pegando um cara que tem três vezes mais cérebro e músculos que o filho dela. Depois, manda ela pro inferno. Fico te devendo essa.
Enfim, lembra aquele urso que você comprou e disse que era nosso filho? O Ted! É. Ted morreu. Ele se jogou na minha churrasqueira. Tadinho. Sofreu muito com a separação. Já o meu cachorro, ficou tão feliz com ela que comeu todas as nossas fotos só pra me poupar do trabalho de rasgar.
Minha mãe mandou um 'oi' e disse que a festa de recepção de solteirice foi maravilhosa. É! Depois que a gente terminou, ela me mandou pra Argentina e deu uma festa. Teve até um bolo com recheio de alfajor argentino. Esse alfajor aí mesmo que você tá pensando. Melhor você nem querer saber o que meu pai te mandou...
Bem, pra terminar, eu te desejo tudo de bom. Um bom acidente de trânsito, um bom par de chifres quando arrumar outra namorada e por último, mas não menos importante, uma boa broxada. Além de tudo isso, eu quero te agradecer.
É sério. Depois que você me sacaneou até o último fio de cabelo, eu voltei pra academia, conheci gente nova, virei amiga de todos os seus amigos -acho que eles me chamam mais pra sair do que chamam você, né?! Nunca te vi nas festas que eles tem dado.-, arrumei um namorado, um novo emprego e nunca mais borrei minha maquiagem.
Tomar um fora foi a melhor coisa que podia ter me acontecido. MUITO obrigada.

Atenciosamente,

sua ex.

P.S.: Se você me vir andando por aí, sei lá. Pode se orgulhar. Você criou um ser humano muito melhor.''

Presentinho de 1° de abril!
Eu sou idiota.
Beijo, queijo e doismil blocos, seus lindos.
Ray (:

quarta-feira, 21 de março de 2012

Todo mundo tem um ex.

Ahá! Estamos de volta e com um imenso pedido de desculpas por ter sumido por quase um mês. mimimi. Mas voltamos a ativa e simbora classificar os tipos ~~maravilhosos~~ de ex que todas nós já tivemos.
Pra começar, todo mundo sabe que nenhum ex presta. Se prestasse, não seria ex.

No fundo, todas queremos esquecer os ex e adoraríamos que um cházinho desmemorizador existisse, mas enquanto nenhum chá desses aparece, a gente fala mal dos exs pra relaxar. E pra garantirem o título de safados-irritantes-mesquinhos-odiosos, os caríssimos se dividem nas seguintes categorias:

Bem-vindas a zona de perigo: Meu registro de ex.


Ex Rexona - Lema: ''Não largo o osso nem por um rodízio de carne.''

Esse é aquele ex que, mesmo que vocês tenham terminado em outra vida, não te abandona. Ele te manda sms, te adiciona do google talk, escreve 30 mensagens de email,  cria sinal de fumaça,  paga carro de mensagem, dá beijo por intermédio da sua mãe e ainda dá aquelas curtidas marotas nas coisas que você publica no face. Na minha terra a gente chama isso de encosto.

Ex Johnny Bravo - Lema: ''Não sinto saudade dela.''

Ah vá! Esse ex é um clássico. Ele banca o fortão, o ''bonzão'' e no fundo daria o mundo, daria tudo só por você. Ele te trata com desprezo, dá mole pra todas as suas amigas, namora sua inimiga de ginásio e tudo isso só pra te colocar por baixo porque ele ainda te ama e deseja seu corpo nu. Mal sabe ele que isso só faz você o odiar mais e não o contrário.

Ex Vale a pena ver de novo - Lema: ''De novo. De novo. De novo.''

Esse aí é karma. Vira e mexe aparece, dá um jeito na sua carência e vai embora. Podem passar 5, 10 ou 15 anos, você vai sempre ter aquele desejozinho enrustido por ele. E no final, bate aquele remorso catatônico por ter dado uma chance ao cara mais canalha do universo pela centésima vez, ao invés de procurar novos ares.

Ex Moita - Meu lema: ''Peguei, não nego. Mas escondo enquanto puder.''

Quem nunca, né, gente?! Toda mulher já gamou no coleguinha menos favorecido de beleza e depois se arrependeu por não ter feito as coisas na encolha. Esse ex é aquele digno de aposta de gente bêbada na noite ou aquele momento ''Tô desesperada. Vou pegar o primeiro que passar.''. Entendam, nessa horas nunca vai passar o Carlos Casagrande, lindas. Daí, quando você se dá conta, namorou o Beiçola e virou a piada da roda.



Ex Kinder Ovo - Lema: ''Só Deus sabe o que vem.''

Não importa onde você vai encontrar o ex, nem a equipe do BOPE estaria pronta pra lidar com esse infeliz. Ele pode beber, vomitar arco-íris, te abraçar, gritar uma declaração de amor, te dar uma voadora, comprar uma bicicleta, dançar Ragatanga vestindo uma tanga de glitter, ligar pra sua mãe ou contar que você tem uma verruga no umbigo. Então tomem cuidado com esse aí.

Ex Darwin - Lema: ''Depois que tomei um pé na bunda, evoluí.''

Ele tinha aquela barriguinha de chopp, barba de Che Guevara e o cabelo do Slash, mas te tratava como uma princesa. Vocês terminam e o desgraçado perde 23 toneladas, larga a cerveja e faz 3,810 abdominais por minuto. SERIOUSLY?! Não quero mais falar disso.

Ex Outdoor - Lema: ''Eu me amo, eu não posso viver sem mim.''

Ele só se exibe, só fala dele, pensa nele, ama a ele mesmo e é um pé no ovo esquerdo. A diferença desse pro Johnny Bravo é que ele tá ocupado demais com o six pack dele pra namorar sua inimiga de ginásio.

Ex Rodinho - Lema: ''Galinhar.''

Ele pega as bonitas, as feias, as catiças e as coroas. Ele tá aí na atividade e critério não existe. Não tem tempo ruim, o negócio e estar acompanhado e fazer você se sentir mais um número pra lista interminável que ele está salvando no celular.


Não sei mais nenhum tipo de ex. Na verdade, sei. Mas tô com preguiça de escrever mais. HAHAHAHAHA. E vocês? Quais os tipos de ex que vocês conhecem? Algum desses aqui em cima existe na vida de vocês?
Beijo, queijo e 2mil blocos.
Ray (:




Por um mundo melhor: Chá 'Apague seu passado'!

P.S: Pra quem curte filmes ou séries que falem de ex, aqui vai minha indicação: 'The Ex List' é um seriado que conta a história de Bella Bloom. A jovem vai a uma cartomante e descobre que precisa se casar em um ano ou ficará sozinha pra sempre, mas o homem de sua vida é um dos seus ex.


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Friendzoned

Bem, o post de hoje é sobre um assunto muito mamilos polêmico. Nessa terça três amigos meus vieram aqui em casa e fizemos um get together a base de Wii, Gamecube, comida e bate-papo. O assunto friendzone surgiu porque éramos três meninas e um menino. Ele disse: ''Essa situação é bem bizarra. Ou eu fui friendzoned ou...'' PRONTO! Virou o assunto da roda. Mas sejamos sinceros. Quem nunca, né, minha gente?! A triste verdade é que todo mundo já foi 'friendzonado'. Caso você seja um álien e ainda não tenha sido, será. Já que é bem normal a gente se interessar por alguém que nos vê/coloca/trata/ama/abraça apenas como amigo.
Quem nunca se apaixonou por um amigo, que atire a primeira pedra. Até porque eles sempre são pessoas que nos conhecem melhor, terminam nossas frases, entendem nossas piadas idiotas e ainda riem delas. Não é crime nenhum se apaixonar por um amigo. Apesar de eu achar que é um crime falar ''Não quero estragar nossa amizade.''. Quantos corações foram partidos graças à essa frase?! Quantas pessoas molharam seus travesseiros com lágrimas ou perderam noites de sono se perguntando como sair dessa?!
É, gente. Não tá fácil pra ninguém! Gostar é uma coisa complicada, ainda mais quando não é recíproco. A gente sofre, chora, quer desistir de tudo, faz draminha, se desespera, sente ciúme e não muda nada. Mas por que falar disso no blog? Eu sei lá. É um assunto divertido, no fim das contas. É engraçado lembrar dos momentos em que fui frienzonada. A lembrança mais recente é de um guri me falando sobre estar se apaixonando por essa amiga e blá blá blá. Só faltou um letreiro de pisca-pisca: FRIENDZONADA!
Foi triste porque eu ainda acho ele uma gracinha. mimimi. Mas agora somos amigos por opção dele. A gente perde o namorado em potencial, mas ganha um amigo bonito pra botar inveja nas recalcadas, né não!? HAHAHAHA. Até parece que eu faço isso. Enfim... já fui friendzonada e já friendzonei conscientemente e provavelmente inconscientemente. Acontece. E você também deve ter friendzonado alguém por aí. Mas as grandes questões são: é tão ruim assim entrar numa friendzone? Há como sair dela?
De início, é uma bosta entrar na friendzone. Parece que toda e qualquer chance com aquela pessoa virou poeira intergaláctica e você será sempre o frustrado na vida por não ter tido um ínfimo e doce 'sim' pra tentar conquistar o alvo do desejo. Mas depois de um tempo, acho que friendzone tem seus pontos bons. Você vai estar sempre por perto, sempre bem tratado e com direito a abraços infinitos! \o/ Tá. Vou parar de mentir. Friendzone é um cocô. Não tem NA-DA de bom em ganhar a faixa de ''Best Friend Forever'' e ficar com aquele sorriso amarelo na cara enquanto seu amado fica se amassando com aquela outrazinha lá. Será que uma vez na FZ, há como voltar?! Olha, não conheço ninguém que tenha sobrevivido pra contar história, caso vocês conheçam, me contem! Mas sempre há uma primeira vez pra tudo, né?! É possível que algum descendente de guerreiro espartano sobreviva ao poder destruidor da friendzone e ganhe a mocinha pra si. Mas até que isso aconteça, saibam: friendzone é mortal. Deve haver um monstro de 35 cabeças e cuspidor de fogo por lá.  Ninguém está a salvo de chegar lá e não tem a possibilidade de sair. Tomara que a gente aprenda a lidar com isso e não fique muito tempo sofrendo pelo mesmo indivíduo. Porque superar o fora é bom, mas se apaixonar e ser correspodido? AH! Isso me gusta!
Mas enquanto não superarmos a friendzone, vamos plantar árvores! \o/

Beijo, queijo e 2mil blocos.
Ray

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

As dores do crescimento.

Obviamente, vocês já ouviram falar em dores do crescimento, né?! Dores do crescimento ''são sintomas de dor relativamente comuns em crianças. Tipicamente, elas são localizadas nos músculos, em vez das juntas, nas pernas e menos comumente nos braços. Elas são geralmente sentidas em ambos os lados do corpo, com dor variando de leve a muito severa. Não há sinais clínicos objetivos de inflamação. A dor pode ocorrer a qualquer hora ou ser ausente por meses. Dor de crescimento não é associada a outras sérias doenças e geralmente se resolve ao final da infância.'' Trecho retirado e adaptado do Google.


E por que raios eu resolvi falar de tal assunto?
Porque, como sempre, minha pessoa se pegou fazendo analogias sobre as agruras do viver e blá blá blá. Mas daí você me ou se pergunta o motivo pelo qual eu escolhi essa analogia. Bem, crescer tá cada vez mais difícil. E falando assim, eu me sinto uma menina de 11 anos  reclamando por ter que lavar louça pra minha mãe. Mas é sério, seres humanos. Tá cada vez mais difícil e dolorido crescer. São tantas dores que eu mal sei como colocá-las aqui. Mas eu vou tentar. hihihi.




Primeira dor da vida: Aprender a andar. 
Ainda bebê, as pessoas ficam nos obrigando a cumprir a triste tarefa de ficar sobre duas pernas que, cá entre nós, é bem complicado quando a gente tem 11 meses. E dói ficar caindo, batendo os frágeis joelhos, mãos e cabeça por aí. Mas bravamente, a gente dá os primeiros passos e depois de algum tempo, cai cada vez menos. E vai atrás das coisas com as próprias perninhas. Mas no fim essa é só uma dor física. Cair, se ralar, se machucar, essas coisas doem fisicamente, apenas. E cinco minutos depois, a gente já esqueceu que caiu. E nos cinco minutos seguintes, a gente tá correndo de novo.


Dor número dois: Ir à escola.
Eu não sei vocês, mas eu chorei no meu primeiro dia de aula. hahahaha. Tem até uma foto da minha cara de desespero, desgosto por acordar cedo choro. Cheguei na escola, depois de chorar por um certo período e até me adaptei bem ao convívio com outras crianças e pessoas adultas. No fim, quem chorou mais que eu, foi minha mãe. Tadinha. E aí, na escola mesmo, com os anos, a gente vai vivendo a miniatura social da vida. 
Nas escolas tem sempre algum garoto imbecil que bate nos outros, alguma garota que causa inveja e que faz questão de se mostrar melhor que as outras garotas. {Revelando meus traumas infantis.} Geralmente, a primeira decepção amorosa a gente vive na escola e consequentemente, sente as primeiras dores psicológicas do viver. Mas por que dói? Bem, se dói é sinal de que você tá crescendo.
A escola é o mundo em que a gente vai viver, em proporções menores. Competição, inveja, brigas, amores, amizade, diversão e todas aquelas histórias te preparam pro que está por vir. Se você sobrevive à escola, meu amigo, você já tem uma certa carcaça pra aguentar as porradas que a gente tem pela frente como o primeiro 'não' numa entrevista de emprego, a primeira vez que não passa no vestibular e o primeiro pé na bunda. 
É ou não é?


Passo número três do caminho dos espinhos: Relacionamentos amorosos.
A gente já falou desse tópico algumas vezes, de forma bem superficial. O primeiro beijo, o primeiro namoradinho, a primeira vez, o primeiro fora, o primeiro stalker, o primeiro almoço com a sogra, o primeiro namoro escondido, o primeiro amasso na escada, etc. Tudo isso te torna alguém mais forte. As dores do crescimento te transformam numa pessoa mais dura, mais madura, mais racional. 
Até porque o ser humano amadurece de duas formas: ou pela repetição ou pelo erro. Como eu sempre fui teimosa, aprendi repetindo os erros, mas isso não vem ao caso. Errar, além de doer, ensina. Nossos erros são nossos piores inimigos, mas também nossas melhores histórias, lembranças e mais que qualquer coisa, os melhores professores. Não importa o quanto a gente queira acertar de primeira, a gente raramente vai. Pra acertar, temos que saber o caminho das pedras e só se sabe o caminho, descobrindo como andar nele.


Treta número quatro da vida: Primeiro emprego.
Procurar o primeiro emprego é um saco. Distribuir currículos, ir à entrevistas, aceitar salários miserentos, patrões mesquinhos, chorar por tudo isso e no fim, pedir demissão ou ser dispensados.  Daí, quando a gente tem uns 16 anos, chora, se sente humilhado, pede pra mãe nos apoiar e falar que o chefe é um escroto de marca maior.
Depois de uns 2 ou 3 anos a gente é obrigado a procurar um estágio e aí voltamos ao começo da equação: distribuir currículos, ir à entrevistas... E a vida continua sendo feita de dores do crescimento. Certo? 






Momento Maria do Bairro cinco: Casar.
Claro que isso é um sofrimento, digo, crescimento opcional. Hoje em dia o que mais tem é gente que não sonha em se casar, até acha isso um pesadelo. Mas pra quem curte a idéia, casar não é moleza não, parceiro. {Nunca casei, ok?}
Conhecer a pessoa com quem você vai se casar leva tempo, dá umas dores, umas alegrias, uns problemas, prejuízos e blá blá blá. Aí tem as festividades que custam um baaaaita dinheiro, sem falar nas irritações com sogra (até porque elas não são parentes), parentes, amigos, o próprio noivo.  Casar deve ser um troço muito complexo mesmo.


Round seis: Ter filhos.
Criança balançando o bumbum no baile funk aos 14 anos, virando mãe aos 15, tendo o segundo filho aos 17 e levando uns tabefes de viciado é o que mais a gente vê por aí. Sem falar nos garotos que são aliciados pelo tráfico, ou agarrados pelo vício, ou ainda viram porradeiros de plantão só pra pagarem de gostosões.
Criar filhos hoje em dia, já tá uma praga. Vocês imaginem daqui a uns 10/15 anos... vai ser a quarta guerra mundial deste mundo. Ou tu cria teu filho preso em casa, ou morre antes que ele complete 18 anos pra não morrer de desgosto. Sim. Eu sou pessimista. hahahaha.


No fim das contas, a gente se estrepa todo, comete erro atrás de erro, acerta algumas vezes e cresce. Daí que a gente cresce, vira dono do próprio nariz e acaba fazendo igualzinho com os nossos próximos, sejam filhos ou sobrinhos. A gente sempre aconselha e espera o melhor pras gerações futuras.  Mas como eu disse antes, algumas pessoas preferem viver a ouvir conselhos.
E se alguém me disser: ''... o inteligente aprende com sua própria experiência e o sábio aprende com a experiência dos outros.'', eu vou mandar vocês viverem. Até parece que vocês ouvem todos os conselhos das suas mães, pais e titias. A verdade é que todo mundo quebra a cara SIM, mas só porque escolheu quebrar a cara. Porque só vivendo o erro é que a gente tem certeza do que ficam falando nos nossos ouvidos a vida toda.
No fim, galera, crescer dói. Mas chegar no fim da caminhada e ter certeza de que vivemos tudo o que quisemos e tudo o que foi necessário pra nos tornas grandes pessoas, deve ser uma sensação única de sucesso. Que num futuro eu, você e todo mundo saiba que apesar de doer, crescer é bom demais.


Beijo, queijo e 2mil blocos.
De uma Ray que se acha gente grande. 
hahahaha.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Desapego é pra quem pode... e quer ficar sozinho.

Não é segredo nem pra minha mãe que minha vida amorosa é cheia dos trancos e barrancos, mas que aqui estamos... (sobre)vivendo. E agora há pouco me dei conta de que estou na TPM, daquele tipo que transforma uma música do James Morrison em filme que acaba com a mocinha morrendo de câncer de olho. E bem, aproveitei o dia para sofrer com o calor e pensar naquele genial 'slogan': 'Pratique o desapego'.
Cá entre nós essa é a frase mais egoísta que eu e 102% da população mundial já dissemos. Afinal, desapegar-se de alguém é simplesmente deixar a pessoa, as coisas ruins E TAMBÉM as coisas boas que ela nos proporcionou, deixar tudo isso de maneira 'simples'. Mas também devo levar em consideração que, quem faz a opção de praticar o desapego, sabe o que significa apego demais. Pra falar a verdade, eu sou desapegada. E pra falar ainda mais verdade, eu nem sei porque tô falando do assunto.
Um dia eu ouvi: ''Odeio você por se desapegar tão fácil.'' e achei graça, afinal antes ser desapegada que ficar sofrendo as agruras de Maria do Bairro. Mas depois de completar uns bons anos de ''desapego'', acabo por entender que sou um lobo solitário. Não sinto necessidade de uma matilha, de muita gente me amando ou me querendo por perto e acho que quanto mais você aprecia a solidão, mais você parece atrativo pras pessoas. Impressionante.
Sou comunicativa, espalhafatosa (escreve assim?) e um tanto quanto receptiva a conhecer gente, mas raramente as deixo entrar em minha vida. Chamem do que quiser. Medo, babaquice, estranheza, desapego, maldade, nem eu sei ao certo. Mas esse é o jeito que eu arrumei pra me defender e ainda assim tenho encontrado gente repugnante no meu caminho.

E daí? Por Que diabos eu tô falando tanta asneira? Porque eu vejo as pessoas dando valor à coisas tão profundas quanto uma poça d'água.
Nhe nhe nhe, desapego. Nhe nhe nhe, pegar todo mundo. Nhe nhe nhe, solteira sim, ~~sozinha nunca~~. Seriously?
Qual o grande problema em se apaixonar? Em se entregar? É sofrer? OH! Você sofre com vestibular, com ansiedade, com alegria, com tristeza, com morte, com decepção, com obesidade mórbida nível 42, com síndrome da mãe ditadora, com falta de vergonha na cara e tem medinho de sofrer com o amor? Tá de sacanagem, né?!
Sofrer por amor não é um bicho de sete cabeças, até porque antes de ~~sofrer~~ você vive 6,982,140 alegrias por ter um amigo colorido/ficante/namorado/noivo/ajuntado/enrolado/consolo/marido. E se sofre durante o relacionamento com questões terceiras, tem com quem dividir. Pior é ser lobo solitário como eu sou. (Não que eu esteja declarando que preciso de um namorado, até porque eu prometi que nunca mais falaria sobre isso no blog.)
Ou seja, seres humanos, parem com esse medinho escroto de viver um relacionamento. Não tô dizendo pra vocês chamarem papagaio de meu loiro e saírem caçando um homem. Tô dizendo que se trancar no mundo furta cor do ''amor-próprio quase beirando egocentrismo'' só te torna uma pessoa forever alone. E outra, mulher que tem lista com 400 qualidades pro pretendente, vai acabar casando com a lista mesmo, porque o marido não vai encontra. E homem que escolhe mulher pela bunda, sabe né, não pode reclamar se tiver um relacionamentozinho merdônico.
Amanhã se dê a oportunidade de viver algo novo. Conheça alguém novo, ou só redescubra alguém. Viva. Até porque o tempo passa e você, queridinha, tá ficando cheia das banhas e pelancas enquanto as novinhas de 14 entram na academia e vão pro Castelo das Pedras.

Beijo, queijo e 2mil blocos.
Ray (:


P.S.: Saudade de você, blooog! <3

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Nascimento, né?!

Então, pessoas do meu Brasil Varonil.


Resolvi começar um blog nessas férias tediosas e enormes. E para começar, decidi fala um pouco de mim, né. Afinal, a mente por trás do blog conta muito para que todo mundo entenda o que eu vou dizer aqui. Mas se não entenderem, faz parte. Nem todo mundo se dá bem com interpretação de texto.
Nasci em maio de 1991, sobrevivi à várias eminências apocalípticas (vide: 1997  com o Hale-Bopp, 1999 de Nostradamus, 2000 com a virada de milênio e com a suposta catástrofe do gelo, 2008 com aquele pastor maluco que disse que Deus ia acabar com tudo, etc.) , à mordida de cachorro, à enchentes e me preparo diariamente para o Z-Day. Eu falo sério.



Sou formada em inglês, já fui professora particular de matemática e português e hoje eu finjo que estudo política. Tenho um dos hobbies mais caros do mundo, a fotografia, mas eu sou feliz assim. Canto por costume, estudei violino por 3 anos porque minha mãe quis que eu me dedicasse a algum instrumento e eu até curtia, mas era preguiçosa. Quero estudar piano, montar uma banda e ficar rica só pra poder comprar um Wii com direito a todos os clássicos da Nintendo da minha infância.

I'm a gamer, don't judge me. Viciada em vídeo-game. Tenho um GC e jogo Zelda como se não houvesse amanhã. Jogo online, jogo offline, jogo cartas (sem piadinhas sobre tarô, bitches) e jogo adedonha (ou adedanha pra quem quiser). Não joguei RPG na infância, me crucifiquem. Mas nunca é tarde pra começar, né?!
Não tenho um gosto musical definido, só quero esfolar o Michel Teló e colocar o Luan Santana num DeLorean e mandar ele pro período pré-cambriano. É justo, não é?! Gosto de ler, gosto mesmo. Sei lá. É quase um escape da vida, um trampolim pra todos os sonhos que eu queria viver e blá blá blá.

Acho que tá bom de auto-biografia. 


P.S.: eu não tenho um namorado. 
P.S.²: nunca mais falarei sobre isso.

Beijo, queijo e 2mil blocos.
Rayana